O contra-relógio

Os gajos estavam nervosos.

Um grupo de 9 gajos ali no meio (comigo 10), de volta de um saquinho de plástico, tentando distribuir uns dorsais.

– Quem é o Edgar Santos?

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9 gajos (comigo 10) que mal se conheciam, vestidos cada um com o que calhou, com bicicletas todas diferentes, parecendo tudo menos uma equipa.

– Vais levar esse casaco? Vais ter calor.

– Não, depois tiro. Está um frio do catano.

– Como combinámos levar um jersey azul, e esse casaco é azul, pensei…

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Passava pouco das 8 da manhã de um domingo daqueles de inverno, em que nem chove, nem faz sol. A rotunda dos trabalhadores do campo estava com uma animação invulgar para um domingo de manhã.

À volta daqueles 9 gajos (comigo 10), que tentavam quebrar o silêncio com conversas de circunstância, estavam as equipas. Os carros (daqueles com várias barras no tejadilho e logotipos nas portas) alinhados a esquadro, ladeando as tendas (daquelas 3 x 3, coloridas, com badejas com o nome da equipa), e ciclistas (daqueles verdadeiros, com capacetes bicudos atrás e óculos incorporados, e fatos completos), deitados sobre bicicletas (daquelas mesmo a sério, com rodas lenticulares e barras no guiador), pedalando sem sair do mesmo sítio, em rolos que zumbiam , transformando Porto Alto numa colmeia gigante.

E 9 gajos, (comigo 10), lá no meio, sem saber se haviam de levar os telemóveis (nunca se sabe , pode fazer falta), se haviam de abrir já as barras energéticas (depois em andamento é mais difícil), ou se deviam voltar à casa de banho da Tasca da Tété, porque talvez não tivesse saído tudo.

– Tive de abrir a porta da casa de banho e chamar a senhora, porque não havia mais papel. E depois teve de mo passar por baixo da porta!

Às 8:30 partem os primeiros. 9 gajos arrancam de lá de cima da plataforma, descendo a rampa a todo o gás. Passam por nós como foguetes, 9 gajos de branco, tipo gémeos, sem qualquer expressão nas caras, todas iguais, as rodas a rasgar o alcatrão e a cuspir pedras em todas as direcções, obrigando-nos a agarrar bem as bicicletas (eu a agarrar bem o saquinho já com os casacos e os telemóveis), e fazendo-nos virar as caras, para as voltar a virar de seguida e já os vermos lá ao longe, quase a desaparecer.

No topo da plataforma, já prontos para partir, mais 9 gajos, agora todos de licras cor de laranja, e perfeitamente alinhados. E nós ali, sem nexo, sem qualquer sinal da mínima coisa em comum, a tentar parecer uma equipa.

O tempo passava depressa, saltando de 2 em 2 minutos, consoante o rugir dos arranques das equipas. E nós ali, com pele de galinha (eles. Eu cá tinha o meu casaco novo), porque estava frio e porque sabiam que, assim que arrancassem, nunca mais teriam tempo sequer de pensar que tinham frio. Ou calor. Nunca mais teriam tempo de pensar em nada disso. Em nada.

Bem, bora lá tirar uma fotografia, para a posterioridade?

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9:25

3 Minutos para a partida. Estou parado na Rotunda, onde o guarda me indicou que aguardasse. O telefone do Pinto preso no suporte colado ao vidro, para filmar em directo. Como é que ele me disse para fazer? 2 Minutos agora. Desbloquear…ligar o facebook. Escrever qualquer coisa. Epá, sei lá o que é que vou escrever! 1 Minuto…colocar o telefone no suporte, espera assim não os vejo, tirar do suporte, sair do carro, filmar… – Epá, está muito longe…Já partiram! Raios, pôr o telefone no suporte, ajeitar e …

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Vrummm, vrummm, vrrumm, vrummm, vrrumm, vrummm, vrrumm, vrummm, vrrumm

9 vultos entram repentinamente na rotunda, mesmo à minha frente. Entram quase deitados, cortando a curva como facas, para rapidamente se alinharem milimetricamente atrás uns dos outros, e desaparecerem no horizonte. 9 vultos de ciclistas, que vistos assim, pedalando em conjunto, avançando como um comboio, finalmente parecem um só. Uma equipa.

 

Rápido, arrancar. Não anda. Tirar travão de mão. 1ª, 2ª, 3ª, 4ª….aproximo-me rapidamente e colo-me ao grupo, como se fosse um deles, na roda. O ponteiro do velocímetro fixa-se nos 50 kms por hora, e mantém-se por ali durante aquela recta que parece nunca acabar. 3 Quilómetros feitos em cerca de 4 minutos!

À frente, aproximando-se rapidamente, uma mota da GNR e um guarda indicam uma curva à esquerda. Mantenho o carro a quase 50 kms / hora mesmo até à curva, tentando não perder a roda daquele pelotão. Preciso de fazer um esforço constante, para me lembrar que estou num carro, e para travar antes que eles deixem de pedalar. Eles pedalam mesmo até à entrada da curva, e só aí fixam o pedal esquerdo no ar, para se fazerem à curva. No segundo seguinte estão novamente alinhados, engatando novamente a mudança mais pesada e fazendo vergar aquelas pobres peças de carbono.

Encosto-me novamente à cauda do pelotão. O ponteiro não baixa dos 45 kms/h. Ali, tão próximo deles como me é possível estar, consigo ver mais do que os meus olhos veem. Consigo sentir aquelas mãos a estrangular os guiadores, as travessas quase a partirem e os elos das correntes em brasa, prestes a rebentar. Consigo sentir o alívio de quem se afasta para o lado, depois de dar tudo de si, durante minutos que parecem horas lá na frente. Um respiro tão breve quanto lhe permite o instante de ver passar por ele o último do pelotão, e ter de voltar a dar tudo para voltar a colar-se a ele.

É impossível ficar ali atrás. Mesmo no carro, o meu coração acelera e instintivamente mudo de faixa e sigo ao lado deles. Cerca de 20 minutos de prova e sente-se o esforço de quem vai já no limite. De quem veio sempre no limite. E de quem continua sempre no limite. Tiro o telemóvel do suporte e avanço lentamente ao lado deles, percorrendo com a câmara as expressões de cada rosto. Sei o quanto custa manter o corpo naquela luta. Lutar por não abrandar, por dar o melhor de si, por honrar os outros, e também por se manter ali, por não cair para trás, por não ouvir o corpo a pedir para parar, para sair. Estar no meio, protegido pelos da frente, e ver passar ao nosso lado, um após o outro, os que lutaram na frente e se afastam desgastados. Ver que só restam mais dois, e saber que vai chegar a nossa vez. Ver sair mais um, a respirar finalmente após o seu tempo de sufoco. Seguir o mais junto possível do único que resta à nossa frente, a sentir o seu esforço brutal, de quem luta por rasgar o ar e abrir caminho para toda a equipa.

Vai ser agora! Ele afasta-se para o lado e nem tempo tens de respirar fundo pela última vez! Uma parede de ar à tua frente que tens de partir como um ariete. Cabeça baixa, investindo todos as tuas forças contra ela. Não sentes nada, não ouves nada, não respiras nada. Dás tudo o que tens dentro de ti, e mais ainda, sem sentir dor, sem sentir nada. O tempo pára e segundos não passam, sem noção de mais nada senão de que tens que continuar a dar tudo. A rasgar o ar.

E de repente, reages! Deixas ir a bicicleta, que há muito que te puxava para o lado e sentes de novo o ar a entrar nos teus pulmões, a encher o teu corpo completamente vazio. Por momentos o teu coração respira e relaxa, como se tudo tivesse terminado. Mas não. Não te deixes ir, não fiques para trás. Cola-te ao último e prepara-te, pois vão precisar de ti novamente no máximo, daqui a pouco. E tudo recomeça, mais uma vez, dezenas de vezes, ao longo daqueles 90 minutos!

Porra! Conduzir e filmar ainda consigo. Agora atender o telefone, tudo ao mesmo tempo é mais complicado. É o Carlos Borrego. Atendo: – Sim, sou eu que estou a filmar. O quê? A imagem está ao contrário? É o que dá, porem-me a filmar isto, em vez de me porem na frente do pelotão a puxar pelos gajos! Cada um é para o que nasceu e filmar com telefones esquisitos não é para um sprinter de gema!

Com 30 minutos de prova, o ritmo é alucinante! Os kms são devorados rapidamente, bem como as peças perdidas de outros pelotões que se foram desfazendo à nossa frente. Ciclistas esgotados, que se arrastam após terem deixado tudo na frente do seu pelotão. Ciclistas cujo corpo cedeu, após terem ido ainda mais fundo do que o seu limite o permitia. E se por um lado, alguns de nós reagem com entusiasmo a estas conquistas, de alcançar outros que partiram antes, fazendo-nos sentir cada vez mais fortes, outros de nós sentem-se atraídos por um abandono assim, capaz de pôr um fim ao sofrimento que já nos domina e outro pior que ainda está para vir. É fácil desistir naquele momento em que estamos incapazes de gerir as emoções, e em que vemos outros a decidir assim. Mas luta-se até parecer que é o fim. Luta-se e dá-se sempre mais ainda. Ninguém quer desistir, apesar do corpo pedir há muito para desistir. E ninguém veio até aqui para desistir!

Desses vários ciclistas por quem passámos, dois deles, da equipa ciclismo 2640,também pensavam assim. Colaram-se ao pelotão, aproveitando para descansar o pouco que conseguissem e para sentir o pulsar de todos os que ali iam. Do carro, eu conseguia ver o seu esforço em não perturbar a dinâmica do grupo, dando espaço para deixar entrar na sua frente quem vinha a descair da frente do pelotão.  E estes Zés das Bikes deviam valer a pena, pois mesmo sendo de outra equipa, resolveram saíram do fim do pelotão e partir para a frente, sem se importarem com o facto de que estavam em prova, a ajudar uma equipa adversária.

Quase a chegar a meio do percurso, um pelotão de agora 12 ciclistas, 11 bicicletas e 1 carro continuava a devorar quilómetros. A estrada seguia agora na direcção do Biscaínho, tornando-se mais sinuosa e com alguns desníveis, que começavam a esticar mais o pelotão. Pequenas subidas e descidas faziam alterar a velocidade do grupo, e tornava-se mais difícil manter o ritmo constante. Por vezes, a quebra do pelotão parecia eminente, mas todos lutavam por se manter no grupo, voltando sempre a agrupar. Até ali. Até ao km 30, numa recta infindável daquelas que parecem planas, com 1 ou 2% de inclinação, começámos a ver um topo, ao longe. E esses 1 – 2 %, passaram para 3 – 4% e depois para 5 – 6%, e foi então que um dos ciclistas se deixa ficar para trás. E depois outro. E mais outro. Em 50 metros, perdemos 3 ciclistas, que não resistem a só mais um pequeno esforço, depois de tanto esforço e de terem dado tanto de si aos outros. O Guilherme, o Pedro Soares e o ciclista da equipa ciclismo 2640, que não sei o nome, e que se tinha juntado ao pelotão há uns quilómetros atrás.

No meu breve curso de treinador de ciclismo, dado pelo Carlos Duarte em horário pós-laboral via whatsapp, nunca falámos em ter de decidir entre acompanhar o pelotão ou ficar junto de quem fica para trás, dando-lhe incentivo para continuar e tentar reentrar. E por mais que o meu coração me dissesse para optar pela 2ª, e não abandonar ninguém assim tão cansado, sabia que tinha que seguir, atrás de quem continuava a lutar pelo melhor para todos e por honrar o esforço de quem não tinha mais para dar.

Continuavam 8 no pelotão: O Nuno Pimpão, o Fernando Miguel, o Manuel Rodrigues, o Álvaro Gaboleiro, o João Pinto, o Ricardo Lemos, o Henrique Lopes, e o Tiago Silva, da ciclismo 2640. Cada um, à vez, rendia os outros na frente, dando o máximo de si. Eu, no carro, apitava como se fosse num casamento, (pois não conheço músicas de ciclismo, ainda para mais que possa apitar no carro). Procurava na rádio uma música que os pudesse motivar, e quando apanhava uma de jeito, lá me punha lado deles, com o volume no máximo, para ver se os motivava mais (pelo menos assustava-os, pois as minhas habilidades de condução de carros não são assim tão espetaculares como quando conduzo a jackie).

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O percurso continuava, rectas e mais rectas, sempre a um ritmo alucinante, sem baixar dos 40 km/h. Já sem qualquer noção do tempo e do percurso, só pensava que não deveria faltar muito para terminar, até porque me parecia que eles já não deviam aguentar muito mais. Mas os gajos aguentavam, sempre ali que nem uns cavalos esbaforidos!

Ao km 49 (minuto 1:11 do filme), aproximámo-nos rapidamente de uma rotunda, em que não havia aparentemente sinalização. Íamos tão rápido, tão rápido, que só mesmo em cima da rotunda é que vimos um guarda a indicar para virar logo à direita. Eu tive de dar uma volta à rotunda, para me certificar que o caminho era pela direita. O Tiago Silva ia na frente e entrou em sentido contrário, ficando completamente sozinho, a uns 30 metros do grupo, e raios que o partam, não é que os foi lá buscar outra vez!

 

E daí até ao final era só mais uma recta.

Uma recta enorme. Ao longo da qual aqueles 8 corpos e cabeças cansadas já não conseguiam gerir tão bem o esforço. E depois daquele erro na rotunda, com a ânsia de recuperar, foi voltar a dar tudo até ao próximo topo, em que o grupo esticou tanto, tanto, até quase partir. O Álvaro na frente a querer dar mais e mais, sem se aperceber que apenas levava o Nuno Pimpão e o Fernando Miguel com ele.

Foi saltar para o meio da estrada, meter uma segunda e desatar ao berros: – Menos! Menos!  Estão a ficar para trás!

E aqueles gajos de bocas arreganhadas, de dentes a ranger, deitados com os peitos a sentir cada fibra de carbono do tubo superior das bicicletas, cada um a berrar mais alto do que os outros, lá se voltaram a colar uns aos outros, como dantes. Primeiro oTiago, que vinha a encostar, e depois todos os outros, com o Lemos e o Pinto no fim, um a retribuir ao outro as ajudas que já havia recebido.

Uma recta de 16 quilómetros, em que devo ter gritado – Bora lá! e – Está Quase! e Descansar é no fim!  umas mil vezes  (acho que não disse asneiras, porque me lembrei sempre que estava em directo) e em que devo ter buzinado mais do que no casamento da minha prima Susete do Sobral (já depois do copo de água)! 16 quilómetros com o coração a 175 bpm, em que honestamente vivi cada um deles como se estivesse ali a pedalar, colado atrás do Pinto, e no meio de todos, a dar o meu máximo na frente quando me calhasse, durante bué de tempo ( 5 segundos já não era mau!), a suar com eles, a sentir as pernas a ferver, e o sangue na boca, a ansiar ver a meta ao fundo da estrada! 16 quilómetros em que muitos outros gajos foram sendo apanhados e depois deixados para trás, mas em que os 8 seguiam juntos.  Se num momento algum parecia estar sem forças, a descair, no momento seguinte estava lá à frente, a dar o máximo e a puxar por todos!

Cada vez mais casas, mais pessoas nas bermas e alguns ciclistas já em sentido contrário. Cada vez mais polícias (ou guardas) e mais pessoas, junto às bermas, a tirar fotos e a puxar por nós. A estrada mais larga, duas faixas para cada lado. As pessoas cada vez a gritar mais alto e o guarda na rotunda, a indicar a curva à direita e a gritar – Força! Bora lá! É já ali!

E a meta! O arco laranja! Uma multidão de pessoas e a meta ao fundo!

No meio daquela euforia, deixas novamente de sentir o que sentes. O corpo desliga os sentidos e volta-se para dentro. Não distingues o que te gritam, nem quem te grita o quê. É tudo um som que apaga tudo, um barulho sem sentido. Não ouves nada. Não sentes nada, nem o pulsar do coração a disparar sangue dentro de ti. Não sentes os dedos da tua mão direita a empurrarem a manete sem tu mandares, nem ouves a mudança mais pesada a entrar. Não sentes o teu corpo a levantar do selim, sem tu o mandares. Ele age sozinho, por instinto. É agora ou nunca! E de um corpo esgotado, quase vazio, consegues arrancar forças para cortar a meta ao sprint, a gritar e levantar os braços em sinal de vitória!

Vitória!

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Raisparta o polícia, que não me deixou seguir com eles e que me impediu de passar a meta e perder aquele momento!

42,2kms/h!   65kms em 1 hora e trinta e dois minutos! A apenas 6 minutos dos primeiros classificados! Um molho de gajos ciclistas, que sem treinar, fizeram uma equipa, durante aquela hora e meia.

Não conhecia o Fernando Miguel nem o Manuel Rodrigues, e mal conheço o Nuno Pimpão (pedalámos juntos há umas semanas). Por respeito, e porque ainda não os conheço muito bem e me podem levar a mal, não lhes vou chamar mais nada do que Grandas Cavalões! Fizeram aquela hora e meia como se fosse um passeio, sem nenhum deslize ou fraqueza, arrastando a equipa quilómetros e quilómetros a um ritmo impressionante, só saindo da frente do pelotão porque lhes pediam. Acho que o André Greipel, quando vir as filmagens, vai pedir aos preparadores para lhe duplicarem a dose de suplementação, para não passar vergonhas quando vier fazer o contra-relógio de Samora Correia, para o ano que vem.

O Álvaro esteve sempre à altura, discreto e elegante, (tirando aquele deslize, em que ia na frente e se distraiu, e quase deixou metade do grupo para trás, não fosse eu ter acelerado, posto-me ao seu lado a gritar para abrandar). Que máquina infernal! Se se tivesse distraído, desaparecia da vista de todos!

O Guilherme e o Pedro Soares apanharam um grupo de gajos ainda mais cavalões que eles. Deram o que tinham e o que não tinham, e se não fosse aquele topo aos 30 kms, tinham ido até ao fim e ainda tinham ajudado e muito o grupo (depois era sempre a descer). E o Pedro Soares, de certeza que se fosse para ir almoçar à Igrejinha, não ficava para trás!

Ao Tiago Silva (da ciclismo 2640) tiro-lhe o cap! Que patrão! Entrar assim numa equipa adversária, com a postura certíssima com que entrou, e conseguir partilhar mais de metade da prova com toda a equipa, ajudando tanto ou mais do que todos os outros, mostra que é não só um grande ciclista, mas um grande Homem (deve ser do nome)!

E finalmente os Zés:

– Lemos: Muita experiência tens tu nesse lombo, para aguentares 65 kms a esse ritmo, ao lado de umas bestinhas desse gabarito! Sem nunca te negares ao trabalho na frente, sem nunca teres um deslize ou um atraso, também te tiro o chapéu. Deixo-te só um conselho: Quando escolheres os sapatos, tenta acender a luz, para acertares com o par!

– Henrique: Estavas a curtir tanto, mas tanto! Por duas ou 3 vezes me coloquei no carro ao teu lado, a filmar, e a tua cara demoníaca dizia tudo! Foste feito para isto! Esta cena das corridas é mesmo a tua praia! Enquanto os outros sofrem, tu divertes-te à grande!

– Pinto: Meu Cabron! Lá me obrigaste a passar mais uma noite em branco, a escrever disparates, com tanta coisa que eu tenho para fazer. Mas ainda bem que me conheces bem e sabes o gozo que me dá isto de deixar a malta toda cá de casa ir dormir, ligar um som e deixar que as memórias passem para os dedos!

Não foi bem o tipo de provas que tudo gostas. És um gajo meticuloso e organizado, e uma equipa feita à pressa, sem treino, deve ter-te feito dar voltas na cama. És um gajo de estratégias bem definidas e com os watts bem medidos. Durante estes kms, muitas vezes te vi a tentar gerir tanta potência descontrolada, querendo responder aos puxões da frente, mas a deitar o olho para os que iam atrás de ti.

Estás a ficar um cavalão, mas completo. Um boi-cavalo! Um gajo que treina para uma prova de longa distância, mas que faz contra-relógios! Como te conheço melhor do que os outros, acho que não levas a mal se te disser que estás a ficar uma granda Besta, pois não?

 

Aliás, são todos umas grandas bestas, pronto, que pedalam que sa fartam! (como eu gostava de ser e de pedalar, um dia!) Parabéns a todos

 

Pinto, se não quiseres publicar esta parte, põe só esta:

– Pinto: Até não estiveste malzinho, mas sinceramente esperava mais de ti! A pagar fortunas a um treinador, o mínimo que se esperava era um lugar no pódio. E ter um telefone que filma de pernas para o ar e não avisa, também não é brilhante! O que me valeu foram aqueles filmes caseiros que tinhas no cartão de memória e que fui a ver durante a viagem, senão a manhã tinha sido uma seca do caraças!

 

Se não tiverem mesmo nada para fazer, podem ver o vídeo aqui

 

Créditos:

Fotos: Inês Costa (na página do facebook de Arepa BTT ) https://www.facebook.com/permalink.php story_fbid=2533044763621417&id=1633214810271088

 

 

 

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